Rock In Rio 2013 – Eu fui! (parte 1)

A batalha por ingressos deu m dos maiores festivais brasileiros começou e terminou no mesmo dia.  As entradas se esgotaram em 4 horas e muitos ficaram a ver navios, enquanto uma minoria cheia de olho grande no desespero alheio, começa a vender ingressos por preços nem um pouco atraentes.

Foi assim com a 5a edição do Rock in Rio, que aconteceu no último fim de semana e tem mais dois dias de música.  Escolhi o dia 14 de setembro para ver  shows do Muse, Florence and The Machine  The Offspring ( adolescência feelings), 30 Seconds to Mars ( conheço duas músicas e até gosto, me julguem) Autoramas e Marky Ramone (lenda!). Numa venda extraordinária, garanti também o dia 15, com Justin Timberlake, Alicia Keys e Jessie J.

Vou falar da estrutura e das atrações que é o que realmente importa em um evento desse tamanho.

Prós

  • Limpeza: Num lugar de alta concentração de pessoas, é impossível ter um chão 100% limpo, principalmente nos locais onde as pessoas estão há 8, 10 horas esperando um artista praticamente sem se mexer. Mas o Rock In Rio aprendeu e colocou um bom número de lixeiras e de gente trabalhando pra manter o espaço o mais limpo possível.
  • Som: Na grande maioria dos shows, o som estava ótimo. Só tive problema de ouvir no show do Offspring, que inclusive teve coro de “Aumenta”.
  • Pontualidade: Todos os shows do dia começando na hora é muito bom. A gente consegue se organizar pra ver as coisas e sem esperar impaciente os artistas.

Contras

  • Entrada do Evento: A entrada do dia 14 foi caótica! Fiquei nada menos que 2 horas na fila, com um sol da tarde frenético. Uma bagunça com centenas de furões e quem ficou na fila se ferrou bonito. Não consegui entrar a tempo de ver Marky Ramone. Pena.
  • Comida: É sempre um ponto negativo em qualquer evento no Brasil. Apesar da grande quantidade de opções, os preços eram ridículos de caros. 5 reais por um copo de água, 10 por um de cerveja e 13 reais por um sanduíche simples do Bob´s. Mas também assumo minha culpa: acabei comprando comida lá dentro, quando o que eu tinha que fazer era boicotar esse cartel e valorizar um pouco mais meu suado dinheiro.
  • Verificação de Meia Entrada: Não tive que apresentar nenhum comprovante comprovando que era estudante. Isso só incentiva as pessoas a comprarem meia entrada mesmo quando elas não possuem esse direito e o eterno problema do preço dos ingressos continua. Se ninguém fiscaliza, porque tenho que pagar o dobro do preço? Também não me pediram identidade:  acho que se eu fosse menor de idade não teria dificuldade de entrar no festival, não.
  • Telão do Palco Sunset: Apesar do Sunset ter sido pensado como um palco menor, quem fica lá atrás e mais na lateral não consegue ver nada, porque o palco só tem um telão e no fundo do palco. O pessoal que fica mais na lateral nada vê, o que foi o meu caso.

Os Shows

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Tive a certeza que escolhi o melhor dia pra ir. O primeiro sábado  era o dia com artistas nem tão conhecidos do grande público, mas eles souberam contornar isso entregando performances de alto nível.

  • Capital Inicial: É uma banda que anima e consegue preencher muito bem a “cota” de bandas nacionais do evento.
  • The Offspring: A noite começou a ser ótima com o show do Offsrping. Aquela euforia adolescente num show punk rock foi a alma da apresentação deles no palco Sunset. A banda, que deveria ter tido um espaço no Palco Mundo. arrastou muita gente para o palco secundário do festival e fez um show memorável, com destaque para as clássicas “Why Don´t You Get a Job”, “Come out and play”,  “Original Prankster” e “The Kids Aren´t Alright”.  Como em todo show punk/hardcore, fui pisada, empurrada e sofri com gosto. Pelo vídeo abaixo dá pra ter um gostinho:

  • 30 Seconds to Mars: eu não vi o show completo por causa do conflito de horários com o show do OffSpring mas peguei a metade final da apresentação. Jared tenta ser um showman e não sei se ele consegue muito bem cumprir esse papel. Mas foi simpático no show e resolveu inovar passeando na tirolesa.

  • Muse: Fui ao show do Muse em 2009 e foi um belo espetáculo. Os caras mandam muito bem ao vivo e mantiveram aquela megalomania de sempre. Guitarras altas, som alto, tudo alto, dosando o repertório mais recente ( que não manjo quase nada) com grandes hits dos cds passados. Foi um excelente show e conseguiu manter o posto de headliner. Destaque pro cover de Feeling Good , da Nina Simone que é um dos melhores da vida.

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